O Festival

A caminhada pelo reconhecimento das diversidades e a luta contra as desigualdades marcaram o final do século XX e inauguram este século colocando novos desafios. Cada sociedade tem a experi-ência de tempos e espaços, lugares e territórios – embora esteja exposta a um mesmo universo cultural – de maneira diversa. A experiência com o mundo é diversa. A complexidade étnica é positiva porque a diversidade cultural é um patrimônio a serviço da criatividade e da capacidade de intervir de maneira mais complexa no mundo da cultura e do mundo material.

Há uma palavra-conceito na língua africana zulu – ubuntu – que significa “sou o que sou por aquilo que todos somos”. 

Esta expressão sintetiza o “espírito” do festival de Inverno – que chamamos Maré de Arte. Vamos promover um encontro para viver a diversidade cultural do Litoral Norte do Estado através das experiências artísticas, culturais e científicas produzidas na universidade.

“Sou quem sou por aquilo que todos somos” nos convoca a refletir sobre as nossas alteridades e exprime o vínculo universal de compartilhamento que conecta toda a humanidade: “cada um é um milhão”.

Não só a escola, não só a universidade. Somada a elas toda a comunidade também está presente na nossa formação: seus mitos, seus ditos, ofícios e saberes, quando compartilhados, são o amálgama dos nossos vínculos. 

Para ajudar a construir esta ponte, o espetáculo de abertura será com a cirandeira Lia de Itamaracá. Pernambucana, Lia congrega na sua arte o Brasil plural e multiétnico que dialoga com o mundo.

Estaremos, desde a Extensão, trabalhando na construção do diálogo entre os diferentes setores da sociedade de maneira a realizar um debate plural sobre a cultura e o conhecimento que lhe é intrín-seco.  O desafio que estamos propondo é o de equacionar a dimensão da cultura como aquilo que é fruto de aprendizagem e as suas dimensões específicas como a arte e as experiências simbólicas e estéticas.

Estamos todos convidados a nos envolver com o charme da cultura que nos encanta e nos põe diante do aleatório, do incerto, do imprevisível como categorias objetivas, ao mesmo tempo em que nos leva a reconhecer que fazemos parte dos nossos objetos e estes nos constituem como sujeitos.

Um comentário:

fran disse...

como faço pra me inscrever?